A nossa metodologia é aberta, revisável e limitada pela evidência disponível.
O Prisma compara cobertura. Não é uma agência de checagem e não decide qual opinião política é correta. Esquerda, centro e direita descrevem tendências editoriais, não a qualidade factual de uma reportagem. Parcerias comerciais não participam dessas decisões.
Observamos seleção de temas, enquadramento, linguagem recorrente, perspectivas ouvidas e posições institucionais declaradas. Reportagem e opinião são analisadas separadamente. Criticar um político não basta para atribuir alinhamento.
A rubrica inicial usa escala contínua de −1 a +1 e registra eixos econômico e sociocultural quando há material suficiente. Não atribuímos pesos científicos a essas dimensões. A classificação aprovada exige amostra de pelo menos 20 textos, três dimensões documentadas e confiança mínima de 0,70, além de revisão humana. Esses limites são salvaguardas operacionais, não uma validação científica.
Resultados entre −0,25 e +0,25 só podem ser classificados como centro quando a análise sustenta essa conclusão. Nuances e limites da avaliação têm justificativa no perfil. O método ainda precisa de calibração por revisores independentes antes de uma operação editorial pública.
A percepção do público pode complementar a análise editorial e motivar sua revisão. Para usá-la, exigimos pesquisa identificável, data, pergunta aplicada, descrição da amostra e método. Pesquisas de confiança, preferência de consumo e percepção de orientação medem coisas diferentes. Comentários em redes sociais ou votações abertas não representam automaticamente a população.
O perfil político de quem lê um veículo é outra evidência, apresentada separadamente quando disponível. Os perfis com dados do estudo de Mont’Alverne e colaboradores identificam o período de 2022 e os limites dessa medida. Não apresentamos esses resultados como opinião direta sobre o veículo ou como retrato de sua audiência atual.
Nesta versão, pesquisas têm peso qualitativo na revisão: podem corroborar ou questionar o dossiê. Ainda não aplicamos uma porcentagem numérica à classificação, pois isso exige calibração e dados comparáveis. Toda mudança de orientação precisa de justificativa registrada; popularidade, confiança ou identidade dos leitores não substituem o exame da cobertura.
As barras de esquerda, centro e direita somam apenas veículos classificados nesses três campos. Fontes de apoio não entram no denominador; sua quantidade é informada separadamente quando presentes. O total de fontes da notícia pode, portanto, ser maior que a base da barra. Isso não modifica a regra de grupos proprietários dos Pontos Cegos.
Na versão local, publicamos avaliações iniciais fundamentadas em declarações institucionais ou evidências editoriais documentadas, identificadas como avaliações provisórias. Uma declaração institucional é um documento, não uma amostra de reportagens. Confiança e pontuação são estimativas qualitativas, não probabilidades calibradas. Esses registros aparecem nos perfis e nas barras de distribuição, entram na seleção descritiva de Pontos Cegos e nas comparações identificadas. Ficam fora da checagem estatística que exige classificações aprovadas. A falta de evidência permanece explícita, sem assumir centro.
Classificamos a tendência editorial do veículo no contexto brasileiro, a partir do conjunto de evidências. A categoria não é uma filiação partidária nem um rótulo para cada notícia. Os exemplos abaixo orientam a leitura: nenhum sinal isolado determina uma classificação.
Procuramos defesa recorrente de redução de desigualdades por redistribuição, fortalecimento de serviços públicos e direitos trabalhistas, ou enquadramentos que priorizem movimentos sociais e relações de poder. Posições progressistas em costumes podem complementar esse quadro. Noticiar pobreza, entrevistar um sindicalista ou criticar um governo de direita, por si só, não basta.
Procuramos defesa recorrente de soluções de mercado, propriedade privada e menor intervenção econômica do Estado, ou de posições conservadoras em costumes, tradição e ordem social. Essas vertentes podem divergir: liberalismo econômico não implica conservadorismo religioso. Cobrir a bolsa ou criticar um governo de esquerda não basta.
Exige evidência de uma linha editorial moderada e consistente, com ponderação de alternativas e combinação de posições sem predominância clara de um dos polos. Pluralidade de perspectivas e tratamento comparável de atores diferentes ajudam a sustentar essa avaliação, mas não são exclusivos do centro. Centro não significa neutralidade, ausência de viés ou falta de informação para classificar.
A comparação política tem apenas esquerda, centro e direita. Fontes institucionais, divulgação científica e histórias positivas podem complementar as referências, mas não integram o denominador das barras políticas nem ganham uma classificação de centro por falta de evidência. Boas Notícias continua sem escala política.
Ser financeiro, regional ou explicativo descreve o formato e o público de um veículo, não sua posição política. Essas características entram como contexto nos perfis. InfoMoney, DOL e Nexo participam do mesmo eixo esquerda–centro–direita, com tendências e contrapontos documentados. Uma avaliação é uma inferência editorial revisável; não uma certeza sobre toda reportagem ou uma filiação partidária.
Centro-esquerda integra o grupo amplo Esquerda; centro-direita integra Direita. O Globo está avaliado provisoriamente como centro, com orientação liberal na economia. A justificativa e os contrapontos estão no perfil; essa leitura não se estende automaticamente a outros veículos do Grupo Globo.
As nuances econômicas e socioculturais ficam no perfil, sem formar um quarto campo. Uma combinação documentada de posições liberais na economia, direitos individuais e pluralismo pode sustentar centro liberal; não é uma média automática nem neutralidade. A Folha foi reavaliada provisoriamente nesse sentido. Falta de evidência não é critério para centro: nesses casos, a fonte não integra a comparação até ter avaliação fundamentada.
Reunimos materiais identificáveis, distinguimos reportagens, editoriais, colunas e conteúdo de agências e procuramos padrões em seleção de temas, enquadramento, linguagem, perspectivas ouvidas e posições institucionais. Conferimos contrapontos e registramos alcance, período e limitações. Uma posição defendida por um entrevistado não é automaticamente a posição do veículo. O histórico permite acompanhar mudanças e contestar a avaliação com novas evidências.
Os dossiês aprofundados distinguem texto completo, documento institucional, trecho público e somente manchete. Republicações de agências, opinião de colaborador e posição oficial do veículo são tratadas separadamente. Pesquisas acadêmicas são identificadas separadamente, com atenção ao período e ao que medem: circulação de links ou audiência não equivale automaticamente a orientação editorial. Amostras curtas permanecem provisórias, mesmo quando permitem apontar uma tendência.
Para a esquerda indica menor presença nos veículos de esquerda monitorados; para a direita indica menor presença nos veículos de direita. A divisão descreve uma possível lacuna de exposição de quem acompanha predominantemente um lado. Não classifica o assunto como favorável ou contrário a esse lado.
A distribuição nos cartões de Pontos Cegos divide os grupos editoriais com cobertura de cada orientação pelo total de grupos elegíveis que cobriram o acontecimento. Fontes da mesma propriedade contam uma vez. Republicações contam como cobertura do veículo que as publicou: o leitor teve acesso ao assunto mesmo quando o texto veio de uma agência. Manchetes idênticas não demonstram produção jornalística independente. Quando um proprietário tem veículos em categorias diferentes, seus veículos ficam fora dessas taxas; a exclusão é informada no detalhe. As matérias continuam na comparação. Na lista geral de notícias, a barra conta veículos e mostra em cinza os que estão fora dos três grupos.
A tabela de detalhes traz outra medida: quantos grupos cobriram, dentro do total monitorado elegível de cada orientação. Essa taxa permite verificar se uma diferença decorre apenas de termos mais fontes cadastradas de um lado.
A seleção é simétrica: até 20% da cobertura comparável no lado indicado, pelo menos 50% no oposto, ao menos três grupos com cobertura e dois no lado oposto. Exigimos três grupos elegíveis tanto à esquerda quanto à direita, uma hora de observação e uma taxa de cobertura no lado oposto pelo menos 20 pontos percentuais maior. Os limites são regras editoriais descritivas, não limiares científicos validados nem reprodução da fórmula do Ground News.
A janela vai até 48 horas desde a primeira coleta. Elegibilidade exige fonte ativa, avaliação documentada aprovada ou provisória, coleta bem-sucedida na janela, publicação recente e compatibilidade de tema e alcance geográfico. Quando há cobertura de um veículo nacional na janela, usamos a base nacional, incluindo fontes especializadas nas editorias que monitoram, tenham ou não publicado o assunto. Fontes regionais permanecem na distribuição e na lista de publicações, mas não são presumidas ausentes de assuntos nacionais nem incluídas seletivamente nas taxas. A seleção consulta acontecimentos observados nos últimos sete dias. Boas Notícias e agrupamentos rejeitados editorialmente ficam fora. Nenhuma fonte com falha de coleta é contada automaticamente como ausência.
As contagens mudam com a coleta e as classificações vigentes. Não encontrado significa apenas ausência no feed monitorado. Isso não prova omissão deliberada nem ausência no site inteiro. Poucas notícias em uma perspectiva não demonstram que ela seja mais equilibrada.
Preservamos uma checagem adicional com classificações aprovadas: pelo menos cinco grupos elegíveis em cada orientação, 12 horas de observação, três cobrindo no grupo de maior taxa, diferença de 40 pontos percentuais e intervalos de Wilson de 95% sem sobreposição. Ela não é requisito para a seleção descritiva e não transforma uma associação em prova de intenção. Os intervalos são aproximações, pois veículos não são plenamente independentes.
A coleta automática encaminha novas publicações para uma fila de análise. Extraímos o corpo acessível em estruturas verificadas, respeitando bloqueios de acesso e regras de coleta. Chamadas curtas e páginas sem corpo reconhecido não são tratadas como textos completos. O original permanece no site do veículo.
O processamento automatizado lê todos os parágrafos extraídos, em partes quando necessário, e produz resumo factual, tema e enfoque com referências aos parágrafos. Regras de tema complementam a classificação. Uma etapa comparativa consulta os textos para comparar ênfases, contexto e linguagem, escrevendo uma síntese curta por campo. Em amostras extensas, uma etapa de leitura seleciona passagens relevantes antes da comparação. As referências apontam para parágrafos existentes dos originais; o modelo não recria citações literais. Resultados são reutilizados para evitar processamento repetido. Não atribuímos orientação política a cada reportagem automaticamente.
Com textos analisados de pelo menos dois veículos de campos distintos, a aba passa a mostrar a comparação de textos completos. A página informa quantas publicações sustentam a análise e quais ficaram de fora. Novas análises e alterações nas classificações invalidam a comparação anterior, que é recalculada em segundo plano. Falhas são tentadas novamente e há limite diário de processamento. Enquanto falta material, a página apresenta a disponibilidade dos textos e os links originais; não publica uma comparação de enfoques baseada apenas em manchetes.
Validamos formato, referências e correspondência com os textos. Essas verificações não garantem correção factual nem a captura de todas as nuances; os originais ficam vinculados para consulta. Uma fonte não representa todo um campo e convergências não são transformadas em divergências artificiais. Referências institucionais e especializadas aparecem em Fontes de apoio, separadas dos três campos.
Artigos são agrupados por proximidade de tempo, títulos, entidades e, quando o modelo está habilitado, similaridade semântica multilíngue. A versão local usa correspondência textual conservadora como alternativa. Correções humanas são registradas em auditoria.
O processamento automatizado auxilia a organização, os resumos e a comparação. Avaliações provisórias e classificações aprovadas são etapas distintas; a aprovação exige a revisão descrita acima. Quando os textos não estão disponíveis, identificamos a leitura limitada às manchetes. Não criamos citações ou documentos.
Uma seleção única, sem rótulos, filtros, barras ou agrupamentos de esquerda, centro e direita, tanto na lista quanto na página da história. Procuramos desfechos positivos verificáveis, baixa polarização e fonte identificável. Sinais automáticos indicam candidatos. Histórias com desfecho concreto podem receber seleção assistida após leitura do original, identificada na página. Casos ambíguos aguardam aprovação humana; publicidade, loterias, promessas de cura e campanha eleitoral não entram automaticamente.
Cada perfil de fonte permite enviar uma contestação com evidências. Novas decisões geram versões; o histórico aprovado permanece acessível. Nosso compromisso é corrigir erros e mostrar os limites da análise.